Era uma noite fria, como todas as outras. Eu era apenas um toco e de pessoa, enfiada com delicadeza dentro de mil e um casacos. O rosto vermelho de calor, as mãos roxas de frio e os pés espremidos dentro de um par de tênis e duas meias.
Abri a porta devagar, na ponta dos pés, tentando não fazer barulho. As luzes todas apagadas, tudo em silêncio. O único barulho vinha da lenha estalando na lareira acesa na sala, da qual eu apenas podia ver o fraco brilho que ela emanava nos outros quartos.
Tirei os tênis, e deslizei silenciosamente só de meia até a sala. No sofá virado de frente para a lareira, podia ver a sombra de alguém. Provavelmente dormindo, como sempre, com o notebook em cima das pernas, vencido pela cansaço. Deslizei até ele, empurrei o notebook pra fora do seu colo e ali me aninhei.
Eram assim, todos os finais do dia. Em algum lugar.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Make all this happy again
Me dê um punhado de antigos amigos, dos quais eu nem lembrava mais, e alguns novos que me lembrem do passado. Coloque sorrisos fáceis no meu rosto em todas as manhãs, me faça sentir dor no estômago de tanto rir pelo menos uma vez por mês. Me de uma lista cheia de musicas que me levem pra mundos alternativos e outras que me lembrem alguém. Me de o que sempre desejei, e o poder de desejar muito mais.
Eis que me verá feliz, como nos tempos de antigamente.
~Obrigado a todos que me fazem feliz, todos os dias.
Eis que me verá feliz, como nos tempos de antigamente.
~Obrigado a todos que me fazem feliz, todos os dias.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Carência.
Esquecer. Era esse o meu objetivo. Apagar da memória aquele nome que eu nem amava, e muito menos entendia o que estava fazendo ali na minha cabeça. Girando, girando, girand... Iria afoga-lo em uma grande garrafa de álcool, já que um copo não havia sido suficiente.
O que eu sentia falta nele? Garoto de duas noites, palavras chulas, movimentos bruscos e que não desistia fácil. Além do mais, ele era remédio por um noite, pra esquecer aquele nome que gritava no meu peito, aquele que ainda grita, que ainda amo. Mais porque ele vinha seguido de outro?
Eram aquelas malditas músicas que na televisão não paravam de tocar. Que me traziam na memória lembranças, das quais eu reclamei por semanas, e ainda reclamo de vez enquanto por ter adquirido. Me lembro bem a sua cara quando disse que odiava as músicas que você ouvia, e a careta que fez quando me chamou de roqueira, ainda rio disso. Mais hoje, com seu nome rodando na minha cabeça, as lembranças tomando gosto, chamo isso por um nome estranho, do qual não gosto muito.
Eram aquelas malditas músicas que na televisão não paravam de tocar. Que me traziam na memória lembranças, das quais eu reclamei por semanas, e ainda reclamo de vez enquanto por ter adquirido. Me lembro bem a sua cara quando disse que odiava as músicas que você ouvia, e a careta que fez quando me chamou de roqueira, ainda rio disso. Mais hoje, com seu nome rodando na minha cabeça, as lembranças tomando gosto, chamo isso por um nome estranho, do qual não gosto muito.
O meu nome pra você? Carência. Pra mim você se chama carência.
sábado, 6 de março de 2010
With or without
Ela conseguia viver sem ele. Alias, a vida sem ele, as vezes parecia muito melhor. Seu pensamento vagava livremente, sem encontrar nenhuma questionação. Via filmes românticos, sem se imaginar no papel da personagem principal. Os sorrisos eram mais frequentes. As lágrimas mais raras. A vida parecia mais fácil. Os amigos mais certos. Os toques alheios não pareciam tão errados. Sua vida não parecia tão perdida. Quem ela era, ficava mais claro.
Sim, ela conseguia viver sem ele.
O problema, é que ela não queria viver sem ele.
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