sábado, 30 de outubro de 2010

I always win in the end

Metade do tempo ela escutava as mesmas palavras das pessoas todas as vezes em que não conseguia ver nada por entre seus olhos cheios de lágrimas. Sempre as mesmas palavras, que junto com a visão embaçada, entravam por um ouvido e saiam pelo outro, só dando um pequeno aceno. Sabia que todas aquelas coisas eram a coisa certa a se fazer, mas não era o que ela queria. Era exatamente do que ela tinha medo, e muito. Não fez.
Foi só no meio de uma apreciação da paisagem, mergulhada em pensamentos sobre seu coração apertado, que todas as coisas certas foram ditas pela única voz que ela ouviria, a do seu coração. Ele não murmurou em voz baixa e delicada como todas as pessoas que haviam dito antes, também não fez com que soasse como um conselho. Não, era uma ordem, uma conclusão, o movimento certo para um cheque mate bem elaborado e brilhante, logo ali.
Não ia cometer o mesmo erro, não iria ignorar aquela voz sábia que vinha de dentro dela, lhe dando as instruções corretas. Porque tudo tinha o seu tempo certo para se sair perfeito, e agora ela sabia, que esse momento tinha chegado. A vitória estava agora, em suas mãos.

#Eu ainda odeio como as palavras adoram dançar na minha mente, apenas quando não posso escreve-las. O resto do tempo, todas elas resolvem fugir com a minha sanidade.

Um comentário:

darsh. disse...

também quero sentir a vitória em minhas mãos, parar de cometer os mesmos erros...
será possível? um dia?